Archive for agosto, 2010


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São Paulo apresenta diversidade de eventos, espaços e programas culturais.

A Praça Victor Civita é uma boa opção de lazer nos fins de tarde em São Paulo

A estação República do Metrô, em São Paulo recebe a mostra História do Brasil em Quadrinhos

Veja a matéria na íntegra aqui.

Dário de bordo do projeto com o 3º Ano A na Escola Estadual Padre Antonio de Oliveira Godinho. O projeto relaciona corpo e arte nos espaços da sala de aula e entorno.

Veja a matéria na íntegra aqui.

Na pré-escola, já é possível trabalhar elementos da linguagem artística para criar coreografias e desenvolver nos pequenos a expressividade


Veja a matéria na íntegra aqui.

Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (São Paulo SP 1960). Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Cursa filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981.

Sem titulo, 1991

Começa a pintar em 1983, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962). Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas.

Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo.

Sem titulo, 2005, Técnica mista - 400 x 710 x 290 cm

Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.

Ai de mim 1, 2006 - Alumínio, vaselina, cera, pigmento e pelúcia - 44 x 104 cm

Ernesto Neto expande a prática da escultura utilizando-se, na maior parte das vezes, de tecidos com elasticidade, temperos e isopor como principais materiais, e a força da gravidade como elemento determinante. A interação física é outro aspecto fundamental de seu trabalho.

O espectador é convidado a participar ativamente, tocando, cheirando ou adentrando o espaço da escultura. As formas orgânicas relacionam-se com a observação do corpo como representação da paisagem interna do organismo, ou numa analogia entre o corpo e a arquitetura.

Sua produção situa-se entre a escultura e a instalação. No início da carreira, sua trajetória é marcada pelas obras dos artistas José Resende (1945) e Tunga (1952), na exploração da articulação formal e simbólica entre matérias diversas. Mais tarde, passa a utilizar predominantemente meias de poliamida e outros materiais mais flexíveis e cotidianos. Na segunda metade dos anos 1990,

Leviatã Thot, inspirada no monstro bíblico do livro de Jó, figura utilizada pelo filósofo inglês Hobbes em sua teoria sobre a função do Estado moderno, é uma escultura antropomórfica feita com sacos transparentes de tule e lycra, que compõem uma espécie de pele, equilibrados por bolinhas de poliestireno e areia.

Ernesto Neto realiza esculturas nas quais emprega tubos de malha fina e translúcida, preenchidos com especiarias de variadas cores e aromas, como açafrão ou cravo da índia em pó. As esculturas apresentam alusões ao corpo humano no tecido que se assemelha à epiderme e nas formas sinuosas que se estabelecem no espaço.

Esqueleto Glóbulos, 2001

No final da década de 1990, Ernesto Neto passa a elaborar as “naves”, estruturas de tecido transparente e flexível, que podem ser penetradas pelo público.

1948 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. O surgimento de Cildo Meireles, como um dos mais significativos artistas brasileiros de sua geração, coincide com o fechamento político provocado pela promulgação do AI-5, em 1968, e o conseqüente desenvolvimento de propostas mais conceituais.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, passa sua infância e adolescência entre Goiânia, Belém do Pará e Brasília, onde, por influência do pintor peruano Félix Alejandro Barrenechea, passa a dedicar-se ao desenho.    Por volta de 1966, quando se preparava para ingressar no curso de arquitetura da UNB, é convidado por Mário Cravo a expor seus desenhos no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) em Salvador, motivo pelo qual não chegou a realizar os exames de vestibular.

Obra: “É marulho", formado por um píer de madeira sobre livros abertos com imagens de mares, num ambiente onde se ouve a palavra água gravada em 80 idiomas.

Em 1967, retorna ao Rio de Janeiro, onde cursa por um breve período a Escola de Belas Artes, e freqüenta o ateliê de gravura do MAM. Nesta época, abandona temporariamente o desenho, e dedica-se a uma produção de cunho mais conceitual, voltada à crítica dos meios, dos suportes e das linguagens artísticas tradicionais.

Em 1969, agora como professor do ateliê do MAM, funda ao lado de Guilherme Vaz e Frederico Morais a unidade experimental do museu, da qual passa a ser diretor. Desta convivência com F. Morais e Guilherme Vaz, nasceria também “Do corpo a Terra”, manifestação realizada no Parque Municipal, nas ruas, nas serras e nos ribeirões da cidade de Belo Horizonte, sob a coordenação de F. Morais, em 1970.

Cildo participa com “Totem – Monumento aos presos políticos”, na qual evocava aos presos e desaparecidos políticos do regime militar.
Nestes anos de censura, medo, e silêncio, que se seguiram à promulgação do AI-5, Cildo Meireles destacou-se por uma série de propostas política e socialmente críticas, como por exemplo, seu trabalho em carimbo em notas de um cruzeiro: “Quem matou Herzog?”, de 1975.

Uma mensagem explícita, ainda que anônima, de sua visão da arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Motivo pelo qual costumava gravar em seus trabalhos deste período a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”, ressaltando a problemática do direito privado, do mercado e da elitização da arte.

É também, neste mesmo período, que o artista elabora seu projeto “Inserções em circuitos ideológicos”, que consistia em gravar nas garrafas retornáveis de Coca-cola informações, opiniões críticas, a fim de devolvê-las à circulação. Já no final da década de 1970, passa a explorar através de seus trabalhos, a capacidade sensorial do público (gustativa, térmica, oral, sonora) como chave da fruição estética, e em detrimento da predominância visual das artes plásticas.

Desvio para Vermelho", Meireles pintou de vermelho todos os objetos de um quarto, enquanto em um corredor há objetos com tinta vermelha que escorre e, em uma sala adjacente quase totalmente às escuras, sai água vermelha de um lavabo suspenso no ar.

Emprega cada vez mais, mas sempre em função de uma idéia, materiais precários, efêmeros, de uso cotidiano e popular. Particularmente na década de 80, Cildo Meireles não aderiu a proposta de revitalização da pintura, como grande número de artistas da geração 80 a fizeram. Ele seguiu com sua produção conceitual de múltiplas linguagens e suportes empregados. Entretanto, perpassando décadas e acumulando estilos e idéias, este artista – sendo um seguidor e fomentador da contravenção Duchampiana de dessacralizar a arte – incorpora em seu repertório um citacionismo irônico da tradição da arte que domina nos anos 80. Deste modo, ele promove amplas possibilidades de expressão sobre a escultura desmobilizada de preceitos formais.

Obra Babel (2001-2006)

Vale dizer, que a intensa produção de Cildo Meireles, ainda em andamento, ampliou seu campo criativo ao inserir instalação, objeto e tecnologia. Além disso, ele reafirmou seu compromisso com o público e não com o mercado de arte. Seu trabalho simboliza o máximo grau atingido pela relação aberta entre linguagem e interação.

"Missão/Missões (Como construir catedrais)", de 1987, se refere às sete missões fundadas pelos jesuítas no Brasil, Paraguai e Argentina para catequizar os índios. Para sua realização, o artista utilizou aproximadamente 600 mil moedas, com as quais cobriu o chão, e uma espécie de dossel de dois mil ossos, com uma coluna de 80 hóstias.

Foto da artista

Capacete com peças de quebra-cabeças de cor azul imitam ‘pedaços do céu’

Tokyo, 1964.  Uma artista japonesa, aos 31 anos, escandaliza os críticos e a sociedade conservadora e torna-se capa de jornais ao ficar completamente nua em uma performance teatral. Cut Piece é o nome do espetáculo conceitual em que Yoko Ono, vestida de branco, oferece às pessoas da platéia uma tesoura para que cortem um pedaço de sua roupa. Era uma espécie de manifestação sobre a destruição e ambigüidade das relações humanas, inspirada na guerra do Vietnã. No ano seguinte, o mesmo espetáculo foi apresentado em Nova York, onde a artista morava e transitava livremente entre músicos, pintores, cineastas e artistas performáticos. A época da primeira exibição de Cut Piece, Ono já era mãe de Kyoko, filha de seu segundo casamento com Anthony Cox, cineasta e músico novaiorquino. Ela era figurinha fácil nos happenings e nas galerias de arte de Nova York. Seu primeiro marido também era músico, Toshi Ichivanazi, um pianista japonês formado nos EUA. A performance que a tornou famosa como artista vanguardista era um reflexo da sua vida nos EUA, para onde havia migrado em 1952 com os pais. Desde então, ela estudou artes diversas. Participou de reuniões com precursores do movimento pop, sendo considerada como fundadora do Fluxus, um grupo de arte conceitual, criado na década de 1960. Ela conheceu John Cage, Keith Harring, Andy Warhol e Peggy Guggenheim, só pra citar alguns nomes famosos. Yoko nasceu em 18 de fevereiro de 1933, em Saitama, Japão. Antes de ir morar nos EUA, experimentou junto à família o medo e a tensão da Segunda Guerra mundial. A família muito rica conseguiu proteger-se e proporcionar à filha uma educação privilegiada em escolas tradicionais, onde a pequena estudava filosofia, religião e artes. Aparentemente, a vida de Yoko Ono nunca foi um mar de tranqüilidade. Dizem que quando ela esteve casada com Anthony Cox, o segundo marido, era uma mulher depressiva, fez vários abortos por não acreditar que fosse capaz de cuidar de uma outra pessoa. Em 1963, quando nasceu Kyoko, a vida tomou outro significado, tanto que, no ano seguinte, fez a performance Cut Piece, que seria lembrada durante anos pela ousadia da artista.

Natureza Morta

Wish Tree (Árvore dos Desejos)

Série Blood Objects - Table Setting (Objetos de Sangue - Mesa Posta,), de 1993.

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